BRASIL, Mulher, Tainã!

 

    Blog de Jairo Sá
  Praça da República
  Fotos
   Sobre artes, obras e artistas.
  Devaneio Coeso
  Blog de Carol Sá


 

 
     

      Todas as mensagens
      Poemas e Poesias
      Intuitivas


     

       

       


     
     
    Gotículas de Pensamentos Condensados nas Estrelas



    "Absolutamente Admirável"

               

                 Sempre admirei o trabalho de Chico Buarque, um mestre nas letras e nas melodias. Ouço muito suas músicas e mesmo as que não são de minha preferência , curto decifra-las (tento) e fico boquiaberta com a capacidade singular com a qual Chico junta as palavras.           

    Seus Romances, nunca tinha lido. Eles causavam em mim, já de antemão, um misto de ansiedade, curiosidade e medo. Me sentia ansiosa por ter nas mãos várias páginas nas quais, com certeza, cada informação seria colocada no lugar exato para que proporcionasse a interpretação mais adequada, onde os fatos seriam contados de forma tal que nenhum outro autor seria capaz de faze-lo. Curiosa para mergulhar num mundo novo e notável, viajando a cada letra. Mas sentia medo de não ser capaz de entender uma só linha do que tinha sido escrito em quase duzentas páginas pelo mesmo Chico do qual me julgava conhecedora de algumas canções, temia que esse meu “não-entendimento” terminasse por me afastar daquele que é o meu favorito dos escritores.

     

    Por fim, respirei fundo e peguei emprestado, com meu padrinho [que, assim como eu (ou mais, possivelmente) é grande fã de Chico], o mais recente de seus romances, Budapeste, 2ª Edição e 2ª reimpressão, que traz a capa mostarda com letras pretas e brancas, publicado no ano de 2003 pela Companhia da Letras.

     

    Demorei-me, um pouco, nos comentários expostos na orelha do livro, destes o que me chamou mais a atenção foi o de Caetano Velozo que dizia ser o livro de Chico “um labirinto de espelhos que afinal se resolve, não na trama, mas nas palavras, como os poemas”, não imaginava o que ele queria dizer, mas me perguntei como um labirinto de idéias poderia se solucionar nas palavras e não na trama, “como os poemas”...

     

    Sei que para escrever um poema o autor goza de um privilégio chamado ‘licença poética’. Segundo esse o poeta pode escrever da maneira que imaginar ser a melhor, sem se prender a regras gramaticais, literárias ou de construção textual. Supus que seria um livro recheado de mistérios poéticos e me apressei para começar a leitura efetivamente: “Devia ser proibido debochar de quem se aventura em língua estrangeira” (Buarque, 2003: pg. 5).

     

    Vivi a história de José Costa por mesmos de 24hs. Um livro inusitado, que prende a atenção até a ultima linha. Uma história desconstruida e reconstruída várias vezes que nos apresenta um pouco da magia da “única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita” (Buarque, 2003: pq. 6) e da nossa também (Guanabara, Adstringência, Copacabana...). A história anônima de um homem incomum, como nós todos somos.

     

    Agora eu poderia entender as palavras de Caetano, a grandeza do livro de Chico não estava em seu final feliz, muito menos nas passagens reais. Estava na imaginação do eu-lírico de uma prosa que se resolve nas palavras, não precisava estar tudo bem, bastava ele dizer que assim era, como acontece nos poemas. Chico deixa com esse livro um questionamento de até onde vai a separação de prosa e poesia, se é que ela existe de fato.

     

    Chico, em Budapeste, não me decepcionou (e jamais poderia), ao contrário, fiquei ainda mais encantada com a forma intensa e simples que escreve suas histórias. Uma dica minha de leitura para quem gosta de escrita direta e histórias intrigantes. Um livro de uma vida “absolutamente admirável”.

     

     

    Tainã Alcântara

     



    Escrito por Tainã às 16:27:59
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    Vermelho Celeste

    Que fascínio as coisas desconhecidas exercem sobre os homens! O céu é a principal delas, na minha opinião! Quando conheceremos todos os mistérios do céu? Suponho que nunca. Esse é o mesmo céu cantado de diferentes formas por diversos talentos: a noite tarde de Caetano, as estrelas que surgem e se apagam quando Gil sorri, o sol que nasce amarelinho, cedinho, cedinho, no azul celeste de Djavan, a filha do sol poente Maria Rita, além dos vários cortejos feitos à lua, as estrelas que traduzem olhares, as nuvens adocicadas, os raios que cortam a escuridão. Ah! O céu... dos enamorados, dos poetas, dos felizes. O mesmo céu das confissões, dos consolos, que coloca a gente pra dormir, ninando alguma decepção. Eu, particularmente, amo o céu! De qualquer jeito: nublado, sem nuvens, com estrelas, com lua, de manhã, meio-dia, de tarde, chovendo, trovejando... O céu, aquele mesmo, o desconhecido mais conhecido de todos os apaixonados e que desperta um grande amor nos homens!

    Tainã Alcântara



    Escrito por Tainã às 00:28:50
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





    [ ver mensagens anteriores ]